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Em 1860, Elizabeth casou com Charles Graham e passou a assinar Elizabeth Jennings Graham. O casal teve um filho, Thomas.
Charles Graham trabalhava na cidade e acompanhou a mulher nas reuniões da comunidade. Elizabeth seguiu dando aulas depois do casamento, nas escolas para crianças negras onde tinha começado.
Em julho de 1863, Nova York explodiu nos Motins do Alistamento (a revolta contra o recrutamento obrigatório para a Guerra Civil). Multidões brancas caçaram moradores negros pelas ruas durante quatro dias.
Thomas, o filho de Elizabeth, de um ano, adoeceu e não resistiu naqueles dias. O enterro atravessou uma cidade em revolta, e o pastor episcopal Morgan Dix aceitou conduzir a cerimônia.
Depois dos motins, a família saiu de Manhattan por um tempo, como muitas famílias negras, e só voltou à ilha anos mais tarde.
A luta nos bondes continuou sem ela no centro. Em 1864, Ellen Anderson, viúva de um soldado negro da União, foi expulsa de um bonde da Oitava Avenida e fez a denúncia na delegacia.
O comissário de polícia da cidade mandou que nenhum condutor recusasse passageiro negro. Em 1865, a separação nos bondes de Nova York tinha acabado na prática.
O caso de Elizabeth ficou na base desse desfecho. Foi a primeira vitória no tribunal, com júri e juiz dizendo em público que a companhia não podia escolher passageiro pela cor.
Em 1895, já viúva e de volta a Manhattan, ela abriu na casa onde morava, na Rua 41 Oeste, o primeiro jardim de infância para crianças negras da cidade.
Elizabeth Jennings Graham viveu até junho de 1901 e foi enterrada no Cemitério dos Ciprestes, no Brooklyn. Os jornais da época quase não registraram a despedida.
A história voltou à cidade por meio de crianças. Em 2007, alunos de uma escola primária de Manhattan pesquisaram o caso e pediram à prefeitura uma homenagem.
O pedido virou placa. A esquina da Park Row com a Spruce Street, perto do lugar onde ela foi arrancada do bonde, ganhou o nome de Elizabeth Jennings Place.
Em 2019, a prefeitura de Nova York escolheu Elizabeth para o programa She Built NYC (Ela Construiu Nova York), que encomenda monumentos a mulheres da história da cidade.
“Quem você conhece que transformou uma humilhação num papel assinado?”
No relato de julho de 1854, Elizabeth Jennings deixou registrado o que disse ao condutor antes de ser arrancada do carro: “Ele era um sujeito insolente por insultar pessoas decentes a caminho da igreja.”
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