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Frances Perkins nasceu Fannie Coralie Perkins em 10 de abril de 1880, em Boston, e cresceu em Worcester, Massachusetts, onde o pai tocava uma papelaria. A família vinha do Maine, era protestante e votava nos republicanos.
Em 1898 entrou no Mount Holyoke College, faculdade só de mulheres, e se formou em 1902 em química e física. Num curso de história econômica, a turma visitou as fábricas de papel e tecido da cidade vizinha de Holyoke e anotou jornada, salário e acidente.
Depois da formatura, deu aula de ciências em escolas para moças. Em Chicago, nas horas livres, trabalhou na Hull House, casa de assistência fundada por Jane Addams para atender famílias imigrantes nos bairros pobres.
Foi nessa fase que trocou Fannie por Frances, nome que achava mais sério para quem queria falar com deputados.
Em 1907, em Filadélfia, investigou agências de emprego que aliciavam moças recém-chegadas do campo e da Europa para casas de prostituição. Em 1910 concluiu o mestrado em ciência política na Universidade Columbia, em Nova York.
No mesmo ano assumiu a secretaria executiva da Liga dos Consumidores (Consumers' League, entidade que pressionava lojas e fábricas por condições decentes) na cidade. Pesquisou padarias de porão e fez campanha por um teto de 54 horas semanais para mulheres.
Depois do incêndio, Perkins virou investigadora de uma comissão estadual criada para entrar nas fábricas sem aviso.
A Comissão de Investigação de Fábricas funcionou de 1911 a 1915, presidida por dois deputados estaduais, Robert Wagner e Al Smith. Perkins levava os dois de madrugada a fábricas de conserva, para que vissem crianças descascando ervilha às 4 da manhã.
Da comissão saíram dezenas de leis estaduais: porta destrancada e abrindo para fora, chuveiro automático contra fogo, simulado de incêndio, limite de horas para mulheres e menores. Nova York virou modelo para outros estados.
Os donos da Triangle foram a julgamento em dezembro de 1911 e saíram absolvidos. Em 1914, num processo civil, pagaram 75 dólares por vítima, segundo o acordo registrado no tribunal.
Em 1913, Perkins casou com o economista Paul Caldwell Wilson e manteve o próprio sobrenome, gesto raro na época. A filha, Susanna, nasceu em 1916.
A partir de 1918, Paul teve crises de doença mental e passou longos períodos internado. Perkins sustentou a casa sozinha e guardou o assunto longe dos jornais por décadas.
Em 1919, Al Smith, eleito governador, nomeou-a para a Comissão Industrial do estado, com salário de 8 mil dólares por ano. Em 1929, o sucessor dele no governo, Franklin Delano Roosevelt, fez dela comissária industrial, chefe de todo o serviço estadual de fiscalização do trabalho.
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